Blog destinado para inquietações sobre Línguas e Literaturas de Língua Portuguesa, ensino e aprendizagem, educação e cultura. Professor Ivan Nascimento.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
Mal Secreto
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N'alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa.
* Raimundo Ferreira compunha a triade parnasiana com Olavo Bilac e Alberto Oliveira.
Um dos mais lidos poetas parnasianos, neste texto, um soneto (2-4º e 2-3º) uma das várias
metáfonas da época - o sentimento maldoso, digamos por ora... Leia mais durante os acessos ao sitio tendaliteraria@hotmail.com
segunda-feira, 12 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Ouça: Pessoas São Músicas!!
A abreviação vocabular consiste na eliminação de um segmento de uma palavra a fim de se obter uma forma mais curta. Ocorre, portanto, uma verdadeira truncação, obtendo-se uma nova palavra cujo significado é o mesmo da palavra original. Esse processo é particularmente produtivo na redução de palavras muito longas.
cinematógrafo - cinema - cine otorrinolaringologista - otorrino analfabeto - analfa extraordinário - extra pornográfico - pornô vestibular - vestiba metropolitano - metrô violoncelo - celo telefone - fone automóvel - auto psicologia - psico pneumático - pneu extraordinário ou extrafino - extra
A forma abreviada passa realmente a constituir uma nova palavra e, nos dicionários, tem tratamento à parte, quando sofre variação de sentido ou adquire matiz especial em relação àquela donde procede.
terça-feira, 15 de abril de 2008
MUITOS HOMENS BUSCAM A VERDADE...
OS FILÓSOFOS PENSAM SOBRE A VERDADE
OS POLÍTICOS BUSCAM OMITIR A VERDADE, MAS NÃO CONSEGUEM EM LINHAS GERAIS
OS RICOS BUSCAM A VERDADE NA SUA ACUMULAÇAO DE RIQUEZAS
OS PROFESSORES NO CONHECIMENTO, QUE É MUTANTE
AS MAES EM PROTEGER OS FILHOS
OS PAIS NO PAO DE CADA DIA
E TODOS MORREMOS SEM APROVEITAR A VIDA EM BUSCA DE VERDADES.
TENDO A LIBERDADE EXPLÍCITA - NA CHAVE DA PORTA DA FRENTE.
Mas tem uma coisa simples em tudo isso, se buscássemos a liberdade tudo seria muito melhor, pois a liberdade está na porta da frente, no trabalho prazeiroso, no gasto com bobagem, chiclete, ver o por-do-sol sem bater o cartão de ponto do trabalho, pois, Deus fez o sol e disponibiliza-o para nós todos os dias.
Liberdade em fazer o bem e retribuir, em dar presentes, em não apegar-se aos bens materiais e sim aos espirituais, liberdade em rir com os amigos, em chorar de alegria, em garantir o pão de cada dia, o suor, o trabalho, a alegria do viver, do agir, do sentir.
Liberdade de sentidos. Perceba isso! Sentir – quanto tempo você não usa este verbo, cheira, veste, come, dorme este verbo sentir...
Sentir o aroma das rosas, o canto dos pássaros, o assovio do vento, o ronco do mar, ou até mesmo o silencio de Deus. Liberdade e não verdade. É o verdadeiro sonho, buscar ser livre num mundo livre e sem preconceitos, crenças, defesas ou ataques, um mundo fraterno, liberto, como pássaros em cima de plantas, animais nos bosques, e lírios nos campos.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Presente de Amigo
NOSSA HOMENAGEM AO POVO PERNAMBUCANO, TERRA DE JOÃO CABRAL!!!
Leão do NorteLenine
Composição: Lenine e Paulo César Pinheiro
Sou o coração do folclore nordestino Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá Sou o boneco do Mestre Vitalino Dançando uma ciranda em Itamaracá Eu sou um verso de Carlos Pena Filho Num frevo de Capiba Ao som da orquestra armorial Sou Capibaribe Num livro de João Cabral Eu sou mameluco, sou de Casa Forte Sou de Pernambuco, sou o Leão do NorteS ou mamulengo de São Bento do Una Vindo no baque solto de Maracatu Eu sou um alto de Ariano Suassuna No meio da Feira de Caruaru Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta Levando a flor da lira Pra nova Jerusalém Sou Luis Gonzaga E eu sou mangue também Eu sou mameluco, sou de Casa Forte Sou de Pernambuco, sou o Leão do NorteS ou Macambira de Joaquim Cardoso Banda de Pifo no meio do Canavial Na noite dos tambores silenciosos Sou a calunga revelando o Carnaval Sou a folia que desce lá de Olinda O homem da meia-noite puxando esse cordão Sou jangadeiro na festa de Jaboatão Eu sou mameluco...